Fico refletindo do pq de tanta ansiedade, chego a conclusão que é pelo medo de estar sozinha, de olhar para.meus pais e ver como são infelizes como casal e sem recursos financeiros com alta idade. Eles não são um porto seguro no qual eu possa pensar que se tudo der errado eu tenho um lugar tranquilo de amor e paz para pode descansar, recarregar as baterias em paz e com equilíbrio e recomeçar. Sei que se eu falhar a dor será muito maior.
Tudo que eu quero é ter um lar de verdade, cercado por pessoas e amigos que eu ame e possa amar.
Gostaria muito de entender o que aconteceu comigo, mas eu tenho uma hipótese. Ficar com uma pessoa todos estes anos, sempre me acelerando, sempre me cobrando, não podia ver uma tv sem me preocupar se ele iria achar ruim o fato de não estar fazendo algo profissional, sempre necessitando me ver em movimento, tendo que atender as expectativas e tapar o vácuo do coração dele, gerou em mim muita demanda, muita pressão. Constantemente. Nós não fazíamos nada como casal para relaxar, não saímos, não nós divertíamos, era como se fosse uma penitencia, não podíamos usar o nosso tempo para nada que não fosse trabalho, projeto, planos de negócios e por incrível que parece espiritualidade.
Eu tive a ilusão boba de que se parece de viver 2 ou 3 anos para ficar 100% envolvida nos projetos dele, ele iria caminhar, iria para frente, algo na vida dele daria certo, então eu poderia ficar tranquila e voltar a estudar. Ele continuaria 70% do tempo pensando em trabalho e o restante na espiritualidade dele e finalmente eu seria oficialmente esquecida para viver minha vida.
Mas ninguém pode viver assim, minha infelicidade chegou ao nível máximo. Comecei a perder a empatia, entrei em sofrimento mental calada, fazia cara de feliz, mas também estava morrendo aos poucos.
Cheguei em um estado de sofrimento mental tão forte no meio da pandemia que senti partes de mim se desintegrar, é como se estivesse derretendo, me desfazendo até deixar de existir. Foi muito estranho pq fiquei sem emoções, deixei de sentir muita coisa e mentalmente parecia que o lixo do universo inteiro havia tomado o lugar do meu cérebro e do meu coração. Eu estava pronta para morrer. Eu queria morrer, mas resolvi orar, pedir ajuda de Deus para que aquilo fosse embora, que eu pudesse recuperar minha memória, a quietude do meu coração e o gosto por viver. Pedi para que minha cabeça fosse esvaziada. As vezes sentia uma necessidade louca de ficar dentro da água, em contato com a água, pq sentia um certo alívio e esvaziamento mental. Ficava no chuveiro até uma hora sentada e deixando a água fluir no meu corpo, mas minha vontade mesmo era de ficar dentro de um tanque com o corpo submerso e flutuante ou ficar deitada no meio de árvores com copa alta, muito alta.
O estresse com o filho do dele e com minha mãe foi tanto, que gastou o restinho da capacidade mental que eu tinha. Fui perdendo a capacidade de me concentrar totalmente.
Parei de sonhar, de querer chegar em algum lugar!
Mas vendo uma palestra de Anete Guimarães, onde ela dizia que o fardo com Jesus é menor. Isso me gerou muitas reflexões, pois se vc tem em quem confiar, se tem o porto seguro, vc se sente em paz para tomar decisões.
Então vou ficar nisso, que o fardo com Jesus é menor!