Enquanto as crianças corriam desesperadamente e gritavam eu estava protegida, quando o silêncio começava a tomar conta do pátio, sabia que estava perto da hora de sair do meu esconderijo e voltar para sala. Obviamente não tinha amigas ou amigos, mas na real isso não me importava muito, me sentia bem sozinha.
Ao retornar para casa, minha alegria era arrumar o quarto dos meus pais, onde eu também dormia; limpar o chão com pano e sabão abrir as duas janelas que deixaram o ambiente super iluminado. Com o chão limpo gostava de deitar e sentir o frio do chão, geralmente deitava embaixo da cama dos meus pais e lá eu sentia paz, estávamos lá eu e meus pensamentos sobre o universo, sobre a existência material.
Ao cair da tarde, subia na laje de casa e deitava no chão para observar as nuvens, ficava imaginando como era Deus e os anjos e se um dia poderia vê-los brincar entre as nuvens, nunca tive este privilégio mas costumava ficar feliz com as diferentes forma que via nas nuvens, amava ver o céu rosado do final da tarde, sentia paz e uma conexão comigo mesma inexplicável.
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