terça-feira, 2 de agosto de 2022

Ansiedade, depressão, minha casa e minha aparência física

O intuito deste post é ajudar todos aqueles que de alguma forma vivenciam e se identificam com a minha tristeza angustiante de sobreviver com ansiedade e depressão.

Umas das partes que mais me entristeceu foi ver minha casa sem amor, sem vida e sem brilho. Como arquiteta para mim vir minha casa bagunçada, sem alegria é ainda mais triste, é como um dentista que tem os dentes todo podres. Dá uma sensação de que sou uma falsa arquiteta e que não posso oferecer algo que não prático no meu dia a dia. Mas gente, por bastante tempo só o fato de levantar da cama era um tormento. Senti por bastante tempo que o único momento de paz mental era quando está dormindo ou chocilando, então era um momento de prazer que fazia de tudo pra prolongar. Começar o dia por muito tempo foi difícil. 

Após levantar muitas vezes a sensação de não pertencer a minha casa era constante, nada dentro dela tinha significo afetivo ou transportava meus pensamentos para memórias de felicidade. Era só uma sensação de nada aqui é meu, então não quero cuidar ou preservar. Dentro deste pensamento vi muitas vezes minha casa um verdadeiro pandemônio com apenas duas pessoas morando e 5 gatos, panelas sujas escondidas, geladeira repleta de comida estragada, pó em todos os móveis, pêlos por toda parte, muitos panos que os gatos dormindo sujos e empoeirados, banheiro imundo, com mofo no vaso já me dando infecção urinária, chão com cabelos e marcas de pés molhados.  

A ansiedade e a depressão tiraram de mim a vontade de ver beleza e harmônia no meu lar. Só era brigar e sujeita, e o sentimento só crescia mais e mais. Queria fugir da minha casa o tempo todo, mas.eu sabia que lá no fundo eu estava certa, me afastei do convívio social e da minha família desenvolvi uma tristeza e rejeição profunda, realmente não tinha nada de bom pra lembrar e sei bem que sem pertencer não conseguimos âncorar e sempre desprezamos nosso ambiente e tudo que faz parte dele. 

Não conto às vezes quando que desejei mudar a situação, limpava a casa, ao menos tentava, mas durante o processo eu me perdia fazendo várias coisas ao mesmo tempo, eu me perdia e vinha a culpa, a culpa por não está trabalhando e investindo meu tempo em ser uma  mulher independente,  O ato de cuidar da minha casa gerava em mim uma sensação horrível de que não conseguiria alcançar meu objetivos profissionais, uma vez que estava lavando louça e não trabalhando. Entendem? Este era ciclo difícil de quebrar, mas sei bem a origem desde raiva pelad atividades domésticad, minha mãe estava sempre muito infeliz limpando, arrumando e cozinhando. Logo cresci acreditando que deveria repudiar isto, do contrário não seria ninguém na vida. Isso cresceu dentro de mim quando casei, me sentia como minha mãe, tendo que dar conta de uma casa, mas meus pensamentos só estavam no meu trabalho e na minha carreira. Nunca estava presente! 

Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário